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Este blogue tem como finalidade a publicação dos trabalhos efectuados ao longo do curso de Tecnico de Contabilidade do Citeforma.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
O meu Auto-Retrato

O Meu Auto-Retrato…
A honestidade é o principal traço da minha personalidade. Lido muito mal com a mentira seja ela propositada ou não e seja de Homem ou de um Filho.
Acho e costumo dizer aos meus filhos que as desculpas não se pedem, evitam-se:
Por ser mesmo o meu principal traço o meu chefe sempre que fala de mim diz “ a alentejana não mente”. E sou muito teimosa em relação a isso, pois o meu sonho de felicidade é caminhar na vida e ver caminhar os meus filhos ao longo da vida deles, sempre de cabeça erguida, por serem ou terem sido sempre honestos e verdadeiros.
Gosto de ser o que sou, e não gostava de ser diferente, daí que não tenho heróis ou heroínas favoritos.
Gosto de uma vida calma, um dia quente de praia a ler um bom livro, junto com os meus filhos que também adoram o mar.
Gosto de viver em Portugal e não me seduz viver noutro País, talvez por já ter conhecido essa experiência durante 12 anos, foi enriquecedor, mas continuo a preferir o meu país.
O meu maior desgosto seria aquele que nunca espero sentir enquanto viver.
Detesto pessoas egoístas e mentirosas, aprecio a lealdade de um amigo.
A musica clássica, o olhar o mar, transmite-me a calma e o recarregar de baterias que por vezes necessito.
Adoro o azul, tem a ver com o mar, o céu o infinito….
As tulipas são flores que gosto, frágeis mas altivas….
Sou uma pessoa serena de bem com a vida.
O meu lema: Respeita para seres respeitado…
Ama para seres amado….
Ajuda para seres ajudado…
Dá para receberes…
Gostaria de não morrer, mas já que tem que ser, preferia que fosse a dormir…
Margarida Salvador
Ensaio sobre a Cegueira

Ensaio sobre a Cegueira
Frase: “ Porque foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, cegos que vêm, cegos que vendo não vêem”
Todos os dias estamos “cegos” para situações que não queremos ver, que já são tão habituais que não as vemos ou porque simplesmente fomos ensinados a não as ver.
Nós sabemos que estas situações existem mas decidimos, ou a sociedade decidiu por nós, olhar para o lado e cegarmo-nos a nós próprios.
Na sociedade de hoje em dia são poucas as pessoas que conseguem ver no meio desta epidemia de cegueira selectiva.
A nossa sociedade é “cega” quando se trata de olhar para as diferenças dos outros, ou seja, o tom de pele, a cultura em que foram criados, a religião, a situação financeira, ou mesmo a profissão que exercem, entre tantas outras coisas.
No filme encontramos algumas situações que nos retratam as diferenças e como a nossa sociedade lida com elas.
Logo no início do filme, a primeira situação é bem reveladora do que nós, Seres Humanos, somos capazes de fazer perante uma situação de diferença.
Por exemplo, quando o primeiro homem cega, a única pessoa que se disponibiliza a ajuda-lo, fá-lo com segundas intenções, com o intuito de tomar proveito da situação roubando-lhe o carro.
Dramático, mas frequente na nossa sociedade, que prefere manter-se cega.
Por ironia do destino, esse mesmo homem acabou por ficar ele também cego e igualmente à mercê da “caridade” de outros.
Outro bom exemplo deste tipo de situações foi a reacção do governo a esta doença repentina, e perante o desconhecimento de saberem se seria contagiosa colocam os primeiros infectados em “quarentena” num hospital abandonado, sem condições, nem acompanhamento de qualquer natureza.
No meio desta situação o filme dá-nos a conhecer uma mulher capaz de se sacrificar em prol de um grupo restrito, do qual o seu marido fazia parte, correndo também o risco de cegar.
A este primeiro grupo esta mulher foi capaz de guiá-los, ensinando-os a viver com esta incapacidade e permitindo-lhes uma vida aparentemente “normal”.
À medida que foram entrando mais pessoas vitimas desta “cegueira”, o caos instalou-se e assistimos à transformação que ocorre nos Homens quando sabem que ninguém está a ver.
As condições de higiene degradaram-se, a luta pelo espaço e pelos alimentos tornou-se uma guerra interna e diária.
Após a supremacia de um grupo perante os restantes, mais uma vez assistimos à decadência do Ser Humano, pois foi necessário que um grupo de mulheres se submetesse sexualmente aos caprichos do grupo dominante para puder garantir os alimentos aos restantes companheiros.
No grupo dominante havia uma pessoa que marcava a diferença, o cego que já o era antes da epidemia. Este homem era o único capaz de realizar as tarefas diárias de uma vida normal, ajudando os outros membros do seu grupo a subjugar o resto das pessoas, pois era o único que já estava adaptado à sua cegueira.
Este filme mostra-nos a capacidade que o Ser Humano tem em se transformar num Ser altruísta, mas também condescendente, quando confrontado com uma situação limite.
Leva-nos a pensar até onde somos capazes de ir para sobreviver e como a nossa sociedade fecha os olhos e põe de parte as diferenças perante o desconhecido.
Este filme abre-nos os olhos para a “cegueira” da nossa sociedade.
Trabalho realizado por:
Filipa Palma
Rute Barrocas
Margarida Salvador
Reflexão:
Filme intenso, que provocou em mim vários sentimentos, revolta, angustia, desespero, compaixão.
Nele encontramos tudo em que o Ser Humano se pode transformar, quando levado ao extremo.
Espero que a Humanidade, nunca seja colocada perante tal catástrofe, pois penso que a realidade seria muito próxima da ficção, o que me deixa apavorada.
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